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O Poder da Meditação
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Autor(es) |
Michael Toms |
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Data de Edição |
2000 |
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Nº de Páginas |
180 |
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Formato |
16,00 cm x 23,50 cm |
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ISBN |
972-9413-43-6 |
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| Sinopse
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A oração e a meditação estão ao dispor de todos nós. Este livro dá-nos uma vasta perspectiva da natureza deste processo sob vários pontos de vista. Embora tendo presente que cada pessoa utiliza a oração de uma forma única, é, todavia, útil ouvir o que os outros nos podem dizer, especialmente aqueles que têm experiência. Existe muita sabedoria nestas páginas, ficando ao critério de cada um ler, reflectir, retirar os ensinamentos adequados e integrá-los nos seus próprios hábitos. Não há obrigações na oração ou na meditação, para além de se ter um espírito aberto e receptivo. Numa análise mais aprofundada, ambas envolvem o abandono das ideias a que nos agarramos para permitir a revelação da vida. É por isso que convidamos o leitor a deixar-se entrar nesta obra, utilizar os conceitos que se aplicam directamente à sua vida e colocar de lado os que não se aplicam. Ouça a sua voz interior, respeite-a e siga o seu próprio caminho.
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INTRODUÇÃO de Michael Toms
CAPÍTULO I: MEDICINA, SIGNIFICADO E ORAÇÃO
Larry Dossey, M. D., com Michael Toms
CAPÍTULO II: A TOMADA DE CONSCIÊNCIA ATRAVÉS DA MEDITAÇÃO
Jon Kabat-Zinn com Michael Toms
CAPÍTULO III: A VERDADEIRA NATUREZA DA MENTE
Sogyal Rinpoche com Michael Toms
CAPÍTULO IV: O CAMINHO DA CONSCIÊNCIA PLENA
Jack Kornfield com Michael Toms
CAPÍTULO V: INTELIGÊNCIA ESPIRITUAL
Marsha Sinetar com Michael Toms
CAPÍTULO VI: MEDITAÇÃO: ESCAPAR PARA DENTRO DA VIDA
Shinzen Young com Michael Toms
CAPÍTULO VI: O PODER DAS IMAGENS CURATIVAS
Jeanne Achterberg com Michael Toms
CAPÍTULO VIII: UMA ABORDAGEM CONSCIENTE DA RESPIRAÇÃO
Gay Hendricks com Shoshana Alexander
CAPÍTULO IX: UM DIÁLOGO SOBRE CONVERSAS COM DEUS
Neale Donald Walsch com Michael Toms
CAPÍTULO X: A UNIDADE TOTAL
Padre Bede Griffiths com Michael Toms
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Capítulo oito - Uma abordagem consciente da respiração
Gay Hendricks com Shoshana Alexander
Prólogo
Ao longo de milhares de anos da história de humanidade, a respiração tem sido reconhecida como veículo de cura e transcendência. A respiração é talvez a acção mais íntima e essencial das nossas vidas.
No entanto, a maior parte de nós não lhe dá a menor importância ou consideração. Poucos de nós, de facto, ultrapassam a infância capazes de respirar completa e naturalmente. Com os traumas e pressões da nossa vida, abandonamos um instrumento simples que nos pode ajudar na cura. A redescoberta do nosso direito inato de respirar saudavelmente está apenas à distância de um fôlego, um fôlego consciente. É esse o nosso assunto de hoje. Ao treinar e aprofundar conscientemente a nossa respiração estamos a trazer alguma mudanças dramáticas à nossa vida. Desde o alívio de dores de cabeça até à eliminação da depressão e da ansiedade. Desde o alívio de doenças e vícios até ao desenvolvimento dos nossos níveis de desempenho. Desde o aprofundamento das nossas relações até à descoberta duma ponte para o sagrado. Gay Hendricks, um pioneiro no trabalho de respiração e nas terapias centradas no corpo, é o autor (e co-autor), em conjunto com a sua mulher, Kathlyn Hendricks, de mais de 20 livros sobre psicologia e educação. Entre eles estão “Aprender a gostar de si próprio”, “À velocidade da vida”, “Amor consciente” e o assunto da entrevista de hoje: “Respiração consciente”. Gay fez a sua licenciatura em Stanford, em 1974, e é professor de aconselhamento na Universidade do Colorado. Ele e Kathlyn dirigem seminários através do país e dirigem o Hendricks Institute, em Santa Barbara.
Shoshana Alexander: Gay, aprender a respirar conscientemente praticamente salvou-lhe a vida. Quer contar-nos essa história - como percebeu que não estava realmente a respirar e como acabou por compreender o que é a respiração consciente.
Gay Hendricks: Sim. Eu estava a viver em New England e honestamente posso dizer que nunca na minha vida tinha pensado em respiração. Estava a trabalhar no meu mestrado em aconselhamento, mas com uma orientação muito cognitiva. Isto justava-se perfeitamente a mim, porque ali estava eu, pesando 136 quilos, fumando dois ou três maços de cigarros por dia, com um casamento muito perturbado, na altura. Um dia estava a passear, escorreguei no gelo e caí. Bati violentamente com a parte de trás da cabeça no gelo. À medida que me afundava em várias camadas de inconsciência, tive a experiência de me afundar em várias camadas de mim mesmo e verificar que era, na minha essência, absolutamente puro e consciente. Tinha, no entanto, vários níveis de sentimentos inexplorados e tensões corporais embrulhados à volta dessa essência pura. Foi o momento de me ver como realmente sou, e quando retomei a consciência foi como se reunisse todas essas camadas de quem não era no topo dessa essência pura.
O que verifiquei nessa altura foi que a minha respiração se tinha alterado. Estava completamente livre, aberto e dócil. Não me sentia limitado como quando estava a viver a minha vida normal. Foi necessária uma batida com a cabeça para eu revelar a verdade de quem sou. Agora posso descer a esse nível facilmente, passados cerca de 20 anos de meditação e trabalho de respiração sem bater na minha própria cabeça. Mas nessa altura penso que era tão denso que foi necessária uma batida com a cabeça para me acordar. Felizmente acordei a tempo e comecei a explorar os meus sentimentos e a desenrolar as minhas tensões corporais e a aprender a utilizar a minha respiração como lanterna para entrar em mim mesmo até ao verdadeiro âmago. Acho que o que realmente aprendi naquele momento foi que a minha respiração é um veículo de transcendência de mim mesmo e de exploração dos níveis mais profundos do meu ser.
Então comecei a utilizar isso com os meus clientes, para os ajudar a explorarem-se a si próprios.
Fala na descoberta deste trabalho de respiração, de certa forma como se tivesse tropeçado nela, ainda antes de saber da sua existência.
Absolutamente. De facto, estou contente por ter acontecido dessa forma, porque há tanta aprendizagem envolvida nas coisas que mais tarde temos que desaprender. Fico contente por não ter que desaprender a abordagem doutra pessoa qualquer sobre o trabalho de respiração. O que fiz foi simplesmente aceitá-lo como um processo experimental em mim próprio. Comecei a perguntar a mim próprio coisas que, se estivesse por ali um professor, lhe teria perguntado a ele. Mas não estava por ali nenhum professor, por isso tive que experimentar em mim próprio. Estou muito contente por o ter feito, porque agora sei coisas elementares - coisas que se tivesse tido um professor a ensinar-mas poderia não as ter realmente experimentado até as conhecer profundamente bem.
Parece interessante ter realmente esse tipo de introspecção e intuição. Falou acerca da mulher dum colega seu que foi ao seu gabinete cheia de medo e ansiedade. Não sabia o que fazer, mas acabou por fazer aquilo que muitos terapeutas fazem hoje em dia. Quer contar-nos essa história?
Foi realmente um grande momento para mim quando vi pela primeira vez o poder do trabalho de respiração. A mulher esta bastante zangada. Estava zangada por causa de um caso amoroso que o seu marido estava a ter. Como frequentemente acontece com a cólera, as suas raízes estão no medo. A maior parte das pessoas não se apercebe disto, mas quando estão zangados é, na realidade, alguma coisa que temem. Se nos mantemos zangados pela mesma razão, isso impede-nos de nos confrontarmos com o que tememos.
Eu comecei a utilizar essa ideia com ela. Disse-lhe para procurar o que estava por trás da cólera e encontrar aquilo que realmente a assustava.
Ela começou a falar acerca do que tinha medo e eu reparei que a sua respiração se alterou. Primeiro mudou, de certa forma, para pior, porque ela prendia continuamente a respiração, enquanto falava. Ela dizia uma frase e ?respirava? depois retinha a inspiração, dizia outra frase e ?respirava?. Então eu disse-lhe: “Em vez de fazer isso, reter a respiração, respire fundo várias vezes, respire o seu medo. Em vez de tentar fugir do medo e livrar-se dele, sinta-o. Renda-se a ele. Vamos trata-lo como outro aspecto sagrado da vida. Vá em frente e sinta-o, participe nele.”
Á medida que ela começou a fazer isto a sua respiração tornou-se cada vez mais profunda. Em cerca de 15 minutos ela tinha eliminado completamente do seu corpo o medo e a zanga, através da respiração. No fim desses 15 ou 20 minutos ela estava radiante. Parecia renascida. Parecia absolutamente tão diferente quanto é possível imaginar do que quando tinha entrado pela porta.
Então aconteceu a coisa mais espantosa. Mesmo sem eu lhe fazer perguntas, ela lembrou-se de uma série de soluções para o seu problema com o marido - incluindo uma em que nenhum de nós tinha pensado. Era dizer-lhe simplesmente a verdade sobre os seus sentimentos. O que ela sentia sobre o assunto. Esta é frequentemente a última coisa em que pensamos.
A experiência mostrou-me que no fundo de tudo o que fazemos, temos uma capacidade orgânica de criar as nossas próprias soluções para as coisas. Somos seres totalmente criativos. O que acontece é que não atingimos com frequência esse nível, porque não participamos com profundidade suficiente naquilo que se passa connosco próprios. Há uma citação maravilhosa de James Joyce em que ele diz que Mr. Duffy vive a dois passos do seu corpo. Isso é a verdade sobre a frequência com que nós nos mantemos afastados da participação completa nos nossos sentimentos, da participação completa na nossa criatividade orgânica.
O que descobriu foi que, tal como essa mulher descobriu, a respiração é o caminho para essas respostas, para todas as nossas respostas - sejam físicas, emocionais, espirituais ou mentais.
Uma das minhas citações favoritas, para além desta, é de Fritz Perls, o fundador da terapia Gestalt. Ele disse que o medo é excitação sem respiração - exactamente o mesmo sentimento, se respirarmos, transforma-se em excitação. Na realidade isso iria catapultar-nos para a acção criativa, mas nós retemos a respiração e isso transforma-se em medo, transforma-se numa emoção que pode realmente ajudar a estrangular-nos, em vez de nos libertar para a nossa criatividade.
Durante os últimos 20 anos tem trabalhado basicamente a investigar o trabalho de respiração e a desenvolver terapias centradas no corpo. Ao título do seu último livro, “Respiração consciente”, adicionou um subtítulo: “Trabalho de respiração para a saúde, libertação de stress e mestria pessoal”. É um espectro bastante alargado.
Sim, na realidade é. A respiração tem esse poder. Pode ser uma coisa que se usa em três segundos. Muitas vezes, se me observassem no meu gabinete com clientes, poderiam ver-me fazer uma coisa que demora apenas alguns segundos. Uma pessoa sente-se triste e eu digo: “Vá em frente, respire fundo. Abra-se a essa tristeza”. Pode demorar cinco segundos ou podemos passar uma vida inteira à procura da transcendência através da respiração, como possam ter feito muitos iogues.
O que é respiração consciente, no sentido que tem dado ao termo?
Respiração consciente é a utilização intencional da respiração como veículo para a abertura da nossa consciência, de forma que optamos por executar determinadas actividades ou práticas respiratórias com a intenção consciente de nos abrirmos para aprender mais sobre nós próprios - abrimo-nos, experimentarmo-nos mais profundamente, com o objectivo máximo de descobrir a nossa própria espiritualidade orgânica e a nossa própria criatividade orgânica.
No seu livro “Respiração consciente” menciona o facto de muitas pessoas respirarem ao contrário ou duma forma superficial. Como é que uma pessoa sabe se é desse tipo ou se não está a respirar duma forma completa? O que se pode fazer para corrigir isso?
Na realidade só existe um problema respiratório universal. Pode ser descrito da seguinte forma: a respiração “de pernas para o ar”, aquilo a que chamamos respiração ao contrário, é quando inspiramos e contraímos os músculos do estômago de forma a que a respiração se dê no peito. É uma reacção comum nas crianças, por exemplo, quando estão assustadas. Elas contraem os músculos da barriga e respiram com a parte de cima do peito. Elas inspiram profundamente e retêm essa respiração no peito.
O problema universal de respiração envolve na realidade a contracção dos locais que deveriam ficar relaxados para deixar que a respiração passe pelo estômago e desça à barriga. Quando estamos com medo contraímos os músculos do estômago e respiramos fortemente com o peito. Isso tem o efeito de inundar o nosso corpo com adrenalina, o que há centenas de milhares de anos funcionava perfeitamente. Tínhamos que fugir dos tigres, tínhamos que atirar pedras a outras pessoas das cavernas e esse tipo de coisa. No meio actual não estamos habitualmente em posição de necessitar de escapar a um predador ou atirar pedras a um tigre dentes-de-sabre. O que temos actualmente são situações sociais em que não é apropriado ripostar ou fugir. É esse o poder da respiração. Respirar devagar e profundamente, com a barriga, para que todo o nosso corpo se alimente com a respiração.
Pode dar-nos algumas instruções para a respiração consciente?
Gostaria que toda a gente do mundo soubesse como respirar profundamente com o diafragma. A razão porque o diafragma é tão importante é que se ele não fizer movimentos completos deixa demasiado dióxido de carbono no nosso corpo e adoecemos facilmente. Se utilizarmos completamente o diafragma, o nosso corpo é limpo com cada respiração. Muitas das nossas toxinas são libertadas através da respiração. Uma percentagem muito baixa é libertada através da pele ou outras partes do corpo, mas o corpo está preparado para libertar a maior parte das sua toxinas pela respiração.
Podemos experimentar onde quer que estejamos. A primeira coisa a fazer é descobrir o que significa ter os músculos do estômago contraídos. Isso é a chave para aprender a descontraí-los. Primeiro contraia e descontraia os músculos do estômago várias vezes. Se as suas mãos estiverem livres, pode sentir os músculos, colocando a mão a meio caminho entre o umbigo e o topo do osso púbico, na parte de baixo do abdómen. Contraia esses músculos algumas vezes e relaxe-os, para ver qual é realmente a diferença entre ter os músculos contraídos e ter os músculos relaxados. O aspecto crucial na respiração saudável é relaxar estes músculos durante a inspiração para que o ar entre, desça e arredonde ligeiramente a barriga. Depois, na expiração, expirar completamente, para expelir até á última gota de ar. Depois relaxar os músculos do estômago e tornar a inspirar profundamente, bem até abaixo, para que a barriga se arredonde com cada inspiração.
Quando aprendemos a respirar correctamente não temos que nos preocupar muito com a respiração do peito. A própria respiração resolve o assunto. O objectivo é respirar até ao fundo até arredondar a zona que fica entre o umbigo e a parte de cima do osso púbico. Essa é a área chave, que queremos suavizar, para conseguirmos respirar aí. Todas as pessoas, durante todo o dia e em qualquer lugar, podem tomar o que chamo um cocktail de oxigénio, executando uma respiração profunda com a barriga. Eu estou sempre a fazê-lo em reuniões. Sabe, muitas vezes tenho que estar sentado em reuniões aborrecidas, durante várias horas, e no fim os amigos e colegas dizem sempre qualquer coisa como: “Tiveste sempre com um sorriso nos lábios durante toda a reunião. O que foi?”. E eu digo: “ Bem, estive a praticar o meu trabalho de respiração.”
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| Michael Toms |
| Michael Toms é Presidente da Fundação New Dimensions, co-fundador da Rádio New Dimensions e CEO da New Dimensions Broadcasting Network. Formado em Comunicação pela Universidade de Miami, licenciou-se posteriormente em Psicologia e Filosofia das Religiões. |
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| Preço Normal: |
17,16€ |
| Preço Sócio: |
15,44€ |
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